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Você conhece as superstições do Halloween?

14 out, 2019
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O Brasil importou a comemoração norte americana do Halloween, como bom festeiro que se preze, mas quase ninguém sabe nada sobre as origens e os costumes da data. Comemorada no último dia do mês de outubro, o dia do All Hallow’s Eve – véspera do dia de todos os santos, 1º de novembro – tem inúmeras particularidades e superstições ligadas ao evento.

Muita gente pode conhecer a história do Jack – brilhantemente contada pelo cineasta Tim Burton – ou já viu as abóboras decoradas com expressões humanas, assistiu aos inúmeros filmes sobre bruxas, múmias e fantasmas que representam a comemoração, mas há ainda muito mais curiosidades.

Existem elementos que envolvem sorte e azar ligados à festa. Borboletas que entram na casa das pessoas durante o dia indicariam que alguém dali, em breve, vai se casar! No entanto, se uma coruja voar por cima da casa de alguém, um morador vai falecer.

Muitas destas crenças chegaram ao Brasil com a colonização, porém são todas oriundas da Grã Bretanha, lugar de onde a crença no Halloween floresceu e se espalhou pelo mundo, depois que os irlandeses migraram para os Estados Unidos. Se passar embaixo de uma escada, a pessoa terá azar, da mesma maneira que acontece quando um gafanhoto entra em casa. Tudo isso é muito mais antigo do que se imagina.

Abrir guarda chuva dentro de casa, cruzar com um gato preto, quebrar um espelho… Todos estes eventos desencadeantes de muita falta de sorte começaram a partir da data. Muita gente, inclusive, gosta de fazer exatamente o contrário da crendice popular, para, desta maneira rebelde, afastar o possível azar.  Há quem até evite falar esta palavra, por receio.

Morcegos, monstros, vassouras, fogueiras (e velas) são tantos os símbolos ligados à comemoração que seriam necessários vários livros para explicar tudo completamente. È importante lembrar-se do lado lúdico e cultural de da comemoração. Dá pra aprender um pouco de história, geografia e sociologia ao se pesquisar sobre o tema.

A superstição mais conhecida e espalhada em todo o planeta, inclusive no Brasil, é a de que o número 13 traria azar, vide a malfadada sexta feira 13. Não existe, é claro, nada que comprove tal maldição com o número ou a data. Talvez associem com as bruxas, tão famosas nesta comemoração.

Há quem vincule à Santa Ceia, na qual 12 apóstolos + 1 (Jesus) teriam se sentado à mesa – é terminantemente proibido ter 13 pessoas sentadas num jantar, segundo a crendice – e logo depois, Judas teria traído o filho de Deus. Muitas pessoas afirmam não acreditar, mas evitam. Vai saber?

Existem muitos exemplos do que, segundo a sabedoria popular, seriam considerados números que dão azar, além do tradicional 13 de sempre. Na China, o 4 é totalmente proibido! No Japão, é o 9 que deve ser evitado, sempre que possível.  Na Itália, foge-se do 17, por uma antiga associação com a morte, feita pelos romanos.

Na Índia, se teme o 26, por relacionarem este dia do mês a diversas tragédias ocorridas no país. Nos Estados Unidos, um número mal visto é o 191. Há 5 grandes tragédias relacionadas com o numeral, principalmente desastres aéreos. Pra finalizar, na Bulgária se evita o 0888 888 888, pois todos os usuários deste telefone teriam morrido tragicamente.

Ou seja, sempre vai haver um motivo místico para cada evento inesperado, mas nenhuma razão totalmente lógica para que isso aconteça, já que cada país tem um motivo e até seus próprios algarismos para serem poupados. A crendice popular é muito rica e sempre vai haver alguma motivação que tente justificá-la.

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