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Leia a emocionante carta deixada por um idoso antes de sua morte

09 fev, 2016
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Pais criam seus filhos e, ao final da vida, vivem na solidão dos seus pensamentos, apoiados pelas lembranças que vagam remotamente em suas cabeças. Não é para generalizar, mas isso é bastante recorrente, infelizmente. E, ao chegarem na terceira idade, são lembrados apenas como “velhos”, como se eles não tivesse um passado lindo para contar.
large_45c8c7f44a94d17a3d7616735c9db44f-641x800Essa história aconteceu na Alemanha em uma casa de repouso. Um senhor era tido como rabugento por todos os funcionários. Certa vez, dias após a sua morte, os funcionários acabaram encontrando uma texto que deixaram todos emocionados, leia e se emocione também!

“Enfermeiras, o que vocês vêem? O que vocês pensam quando olham para mim? Um velho rabugento, não muito inteligente, com hábitos estranhos, olhar aborrecido. Que baba enquanto come e não responde a nenhuma pergunta. Se elas dizem em alta voz: “Eu gostaria que você tentasse.” Ele parece não notar nada a seu redor. E sempre perde algo. A meia ou um sapato? Independente do que ele queira, elas fazem o que bem entendem. Com o banho e alimentação, o longo dia elas preenchem. É isso que vocês acham? É isso que vocês vêem? Então abram os olhos enfermeiras, vocês não me enxergam.
Eu vou lhes dizer quem sou. Vou lhes explicar porque me sento aqui tão quieto e sigo as instruções de comer que vocês passam: Eu sou uma criança pequena, de 10 anos, com um pai e uma mãe, e irmãos e irmãs que se amam. Um jovem de 16 anos, com asas nos pés. Cheio de sonhos de encontrar um amor em breve. Um noivo de 20 anos, com o coração em sobressaltos, pensando nos votos que eu prometi que iria manter. Agora, com 25 anos, tenho meus próprios filhos e sei que preciso garantir o sustento do lar. De repente, me vejo um homem de 30 anos, meus filhos estão crescendo rapidamente, e nossa familia permanece unida. Com 40 anos, meus jovens filhos cresceram e já saíram de casa. Mas minha esposa está ao meu lado, não me permitindo lamentar. Com 50 anos, tenho bebês outra vez no meu colo. Eu e meu amor aprendemos novamente a cuidar de crianças. Dias negros se abatem sobre mim, minha mulher faleceu. Eu penso no futuro, eu tremo de medo. Os filhos do meu filho caçula já estão grandes. E eu penso nos anos que se passaram e no amor que conheci. Eu sou agora um homem velho e a natureza é cruel. Eu brinco com a minha idade, como um tolo. O corpo, ele se desintegra. Sua graça e força se vão. Há agora uma pedra onde antes havia um coração. Mas neste velha carcaça um jovem ainda perdura. Emoções ainda sacodem meu coração desgastado. Lembro-me das alegrias, lembro-me da dor. E vivo e amo, num eterno ‘replay’. Eu penso nos anos, muito rápidos, tão poucos. Eu aceito o fato de que nada pode permanecer. Então, abram os olhos e vejam. Eu não sou apenas um velho rabugento. Olhem mais de perto, me ENXERGUEM de verdade!”

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