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Ísis e Osíris: Amor após a morte

12 jan, 2018
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Uma das lendas mais insólitas do folclore mundial!

Vocês sabem o quanto eu sou apaixonada por este tipo de conteúdo né? Então nada mais justo do que compartilhar com vocês… Se liga:

Morto sem deixar descendentes, Osíris foi o pai do grande deus Hórus. Se você não notou nada de estranho, leia novamente. Osíris teve um filho depois de morto. Mas vamos começar pelo começo. Quatro filhos tiveram os deuses primordiais Nut (o céu) e Geb (a terra): Osíris, Set, Ísis e Néftis. Eles se juntaram em casais: Osíris e Ísis, Set e Néftis.

Osíris, o mais velho, tornou-se rei dos homens, o primeiro e melhor faraó de todos, que ensinou a agricultura, as leis, a cerveja, a civilização em geral. Invejoso de todo o louvor que os homens prestavam a ele – ou, em outras versões, da pulada de cerca que sua mulher/irmã deu com o irmão, gerando Anúbis – Set decidiu matá-lo. Tapeou Osíris para fazê-lo entrar num sarcófago, fechou a tampa e jogou no Nilo.

Osíris morreu de asfixia e o caixão foi parar longe. A esposa de Osíris, Ísis, teve que rodar meio mundo para achar o corpo. Estava dentro de uma árvore, no Líbano. Deusa da magia, ela tinha os meios para ressuscitá-lo, mas, antes que pudesse, Set o partiu em dezenas de pedaços e os espalhou pelo Egito.

A solução

Enquanto Set reinava como o pior faraó da História, Ísis e Néftis, que não concordava com a atitude do marido, foram atrás das partes de Osíris e as prenderam com ataduras.

Mas faltava uma pecinha fundamental: seu pênis havia sido comido por um peixe-elefante do Nilo (medjed) – um peixe real, pequeno e com uma tromba. Por essa história, peixes assim eram sagrados e não iam parar na mesa dos egípcios.

Mas não seria isso que pararia Ísis. Ela fez um pênis em ouro, encaixou na parte que faltava, e jogou seu feitiço de ressurreição. O casal, finalmente reunido, matou as saudades. Mas o feitiço era infelizmente provisório. Morto novamente, Osíris se tornaria a primeira múmia – e seria representado assim, com a pele verde e parcialmente enfaixado, um morto-vivo.

O deus iria parar no Duat, a terra dos mortos, e seria o eterno faraó desse domínio. Ísis ficou neste mundo, grávida de Hórus. Que cresceria para destronar o tio e se tornar o deus dos faraós enquanto vivos – em morte, o cargo passava para o pai.

Faraós honrariam a tradição dada pelos deuses, seus ancestrais, casando-se com as irmãs. E as múmias seriam uma parte central da religião egípcia, representando o desejo de renascimento no Duat. Quanto a Ísis, se tornaria provavelmente a divindade mais popular do mundo antigo. Seu culto era tão forte que foi adotada por gregos e romanos. Imagens dela circulavam por todo o mundo greco-romano, de uma mulher solitária e amamentando um bebê melancolicamente. Esse seria o protótipo para a pietá, a representação da Virgem Maria com o menino Jesus.

Texto: Fabio Marton

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