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A história dos gatos na cultura viking

04 jul, 2019
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A ciência tem quase toda a história dos cachorros mapeada, mas a dos gatos ainda é um verdadeiro mistério. Embora saibamos da convivência e influência dos felinos na cultura egípcia, ninguém nunca tinha estudado a fundo a trajetória deles.

Um estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, analisou DNAs de 209 fósseis de gatos que viveram entre 15 mil e 3.700 anos atrás em várias partes do mundo. E alguns desses ossos foram descobertos em um antigo acampamento viking na ALEMANHA- ou seja, eles já eram animais populares na cultura nórdica também.

Analisando todos os fósseis, foi possível reconstruir uma boa parte da história dos gatinhos. Tudo começou no Oriente Médio, junto com o começo da agricultura há cerca de 12 mil anos atrás. Os gatos selvagens teriam começado a se aproximar das plantações em busca de ratos. Claro que os fazendeiros apreciavam os caçadores da praga que acabava com os grãos da colheita.

Com o tempo, estes animais foram domesticados e começaram a levá-los em navios, para acabar com os roedores nas embarcações. Quando chegavam no porto, os gatos vagavam pelas terras e acabavam cruzando com outras espécies de felinos, gerando a cada geração filhotes menos agressivos e com menor porte.

Com os vikings não era diferente, eles usavam os gatinhos para matar os ratos em navios de guerra e para servir de companhia para os guerreiros.

Mas os vikings também parecem ter criado gatos para outra razão, um pouco menos legal: colher suas peles para usar como roupa.

A pesquisa publicada na revista Science, estudou fósseis que provinham de poços da era Viking e traziam marcas de suas terríveis origens. “Você pode dizer que os gatos foram esfolados”, disse a co-autora do estudo Bitz-Thorsen.

Depois deste período obscuro para os gatinhos, eles começaram a ser tratados como animais de estimação ao invés de caçadores ou fonte de pele. Aproximadamente no final da Idade Média, Bitz-Thorsen apontou, os gatos tornaram-se cada vez mais bem alimentados e bem tratados, começando sua ascensão ao status de animal de estimação popular que eles mantêm hoje.

 

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