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Cultura pop: a relevância do CBLOL na cena brasileira de eSports

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Fonte: Unsplash

Fenômeno recente da cultura pop, movimento cultural esse que está representado em diversas formas no cotidiano, nos últimos anos os eSports (esportes eletrônicos) tomaram proporções gigantescas em nosso país, alcançando uma verdadeira legião de seguidores por todos os cantos.

Segundo dados fornecidos pela Statista, empresa alemã especializada em coletar dados de consumidores e empresas, o público total desse segmento no Brasil é de 27,9 milhões — destes, 15,3 milhões são considerados fãs ocasionais, sendo o restante (12,6 milhões) entusiastas.

Para quem acompanha os eSports de perto, uma das poucas modalidades digitais que os humanos ainda superam a inteligência artificial, esses números não surpreendem. Afinal, o Brasil, potência latino-americana no setor, reúne três dos principais ingredientes para obter relevância no mercado competitivo de games: torneios competitivos, equipes de nível internacional e alto engajamento do público.

Dentro desse próspero cenário, o destaque fica por conta de League of Legends (LoL), jogo do gênero multiplayer battle arena, desenvolvido pela Riot Games, que reúne entusiastas do mundo todo: que vão de jogadores amadores a fãs que fazem cosplay dos personagens da franquia.

Desde 2012, quando o servidor nacional do game foi lançado, o LoL é uma verdadeira febre. Por conseguinte, um circuito brasileiro da modalidade que retrata muito bem os principais pilares de sucesso dos eSports no país é o CBLOL (Campeonato Brasileiro de League of Legends) — considerado por muitos especialistas como um modelo de sucesso seguido na cena nacional competitiva de esportes eletrônicos.

Uma breve pincelada sobre a história do CBLOL

Fonte: Pexels

O circuito brasileiro de League of Legends nasceu em 2012, mas ainda sem a nomenclatura CBLOL. Em sua primeira edição — organizada pelo Brasil Game Show (BGS) — apenas oito equipes participaram, como o time da vTi Ignis, que alcançou o lugar mais alto do pódio.

No entanto, as coisas começaram a mudar para valer a partir de 2014, quando o circuito passou a ser de fato independente. O que abriu as portas, inclusive, para que o Campeonato Brasileiro de League of Legends passasse a ter duas etapas anuais e ganhasse a sigla atual, CBLOL.

Em 2015, as etapas ganharam o formato com a nomenclatura “Split”: 1º Split (primeira etapa) e 2º Split (segunda etapa). Além disso, foi nessa temporada que foi criado o Circuito Desafiante, considerado a segunda divisão do torneio. No ano seguinte, em 2016, foram proibidas que organizações mantivessem duas ou mais equipes disputando o circuito, abrindo campo para uma competição mais justa.

Já em 2017, as equipes brasileiras passaram a entrar diretamente no Campeonato Mundial de League of Legends, sem a exigência de disputar um torneio prévio para obter a almejada classificação.

Nos anos seguintes, a competição passou por reformas pontuais na sua forma de disputa. Até que, em 2021, estreou no CBLOL o sistema de franquias — assim como acontece nas principais ligas do esporte norte-americano. Dessa maneira, as equipes se tornaram sócias da liga junto a Riot Games, desenvolvedora do game, aumentando assim o poder de influência das agremiações no campeonato, um passo muito importante para o futuro do circuito. Isto posto, vamos apresentar os times que compõem o sistema de franquias do CBLOL:

● Flamengo;

● INTZ;

● Liberty;

● LOUD;

● Netshoes Miners;

● paiN Gaming;

● Rensga;

● FURIA;

● KaBuM;

● RED Canids Kalunga.

Efeitos da popularidade do CBLOL

CBLOL
Fonte: Unsplash

Recentemente, o confronto entre LOUD e Flamengo Los Grandes, dois gigantes do CBLOL, marcou a “Batalha de Hashtags” nas redes sociais. Segundo a Riot Games, ambos os times bateram mais de 500 mil mensagens nas mídias sociais, somente durante o pré-jogo; números esses que marcaram um novo recorde nacional no embate de hashtags do CBLOL.

Essa não foi a primeira vez que o público do CBLOL demonstrou a sua força na internet. Em 2020, na decisão do 2º Split, entre INTZ e paiN Gaming, o circuito bateu o recorde de audiência em uma única partida, com mais de 342 mil pessoas ligadas nos canais oficiais do LoL Esports na Twitch e no YouTube.

Ademais, o impacto do circuito nacional de League of Legends é tão grande que até mesmo as apostas em CBLOL passaram a ocupar lugar de destaque nos principais sites especializados que operam no Brasil e no mundo. Um dos maiores mercados de apostas esportivas do planeta, o nosso país é termômetro de popularidade para muitas modalidades competitivas no segmento, dentre elas os eSports.

Além de contar com alto apelo do público, um dos principais destaques do CBLol no setor das apostas esportivas é que acontecem várias etapas do circuito no ano, fazendo com que a modalidade mantenha a chama acesa do engajamento junto à comunidade.

O futuro do CBLOL

Consolidado no cenário gamer como o maior e mais importante circuito nacional de League of Legends da América Latina há algum tempo, o CBLOL caminha a passos largos para ser uma referência global nos eSports. Não por acaso, grandes equipes consolidadas a nível internacional, como INTZ, FURIA, paiN Gaming, dentre outras, investem muitos recursos em seus respectivos times.

Podemos tomar como exemplo o CEO da FURIA, Jaime Pádua, que recentemente deu uma entrevista ao portal “Calnaltech” e destacou as ambições de sua equipe para o futuro.

Segundo ele, a FURIA, que já é consolidada no circuito de CS:GO, não irá medir esforços para ser uma grande potência de CBLOL nos próximos anos. A começar pela atual temporada, na qual o time contratou um novo mentor e trouxe atletas de altíssimo nível.

Ou seja, assim como a FURIA tem focado em promover mudanças de impacto em sua estrutura de League of Legends, não é nenhum exagero imaginarmos um cenário com equipes cada vez mais estruturadas para as próximas temporadas de CBLOL.

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