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Conheça alguns monstros assustadores da mitologia celta

Os celtas integram uma das mais ricas civilizações do mundo antigo. As origens desta civilização remontam ao processo de desenvolvimento da Idade do Ferro, quando estes teriam sido os responsáveis pela introdução do manuseio do ferro e da metalurgia no continente europeu. De fato, o reconhecimento do povo celta pode se definir tanto pela partilha de uma cultura material específica, quanto pelo uso da língua céltica.

6Alguns dos “monstros” celtas eram originalmente deuses, mas mais tarde foram demonizados como criaturas pagãs, quando muitos dos celtas se tornaram cristãos. Conheçam algumas dessas assustadoras criaturas que fazem parte do folclore da Irlanda!

LEANAN SIDHE

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Tanto uma musa como um demônio, Leanan Sidhe é outro dos vampiros mitológicos da Irlanda. A fada era uma bela mulher que foi dita dar inspiração para poetas e músicos — mas ao preço de suas vidas.
Ela faria do artista seu amante, partilhando com ele a sua inteligência, criatividade e magia, mas quando ela fosse embora, o homens ficaria tão deprimido que morreria.
Leanan Sidhe, então, levaria seus amantes mortos de volta para seu covil. Ao invés de sugar diretamente o sangue de suas vítimas, as Leanan Sidhe’s eram criativas, e recolhiam o sangue em um caldeirão vermelho gigante, que era a fonte de sua beleza e inspiração artística.

CAORTHANNACH

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Caorthannach, considerada por alguns como sendo a mãe do diabo, é um demônio que foi combatido por St. Patrick(São Patrício) quando ele baniu as serpentes para fora da Irlanda.
Conta-se que o santo estava num monte agora conhecido como Croagh Patrick e expulsou todas as serpentes e demônios para fora da Ilha Esmeralda (mais conhecida como Irlanda) para o mar, para afogarem.
Um monstro, no entanto, conseguiu escapar — Caorthannach, a cospe-fogo. O demônio deslizou abaixo de uma montanha, para longe do santo, mas Patrício a viu, e perseguiu-a para baixo, em cima do cavalo mais rápido da Irlanda, que foi trazido para ele.
A perseguição foi longa, e Caorthannach sabia que São Patrício iria precisar de água para matar a sede ao longo do caminho, então ela cuspia fogo enquanto fugia, envenenado cada poço por onde ela passou.
Embora o santo estivesse desesperadamente sedento, ele se recusou a beber dos poços envenenados e orou pedindo orientação.
Patrício finalmente chegou à Hawk Rock, onde ele esperou por Caorthannach. Quando o demônio se aproximou, ele pulou para fora de seu esconderijo e a baniu da Irlanda com uma única palavra.
O demônio cuspidor de fogo se afogou no oceano, deixando para trás uma saliência que deu origem ao famoso Poço de Hawk.

KELPIE

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O kelpie é um monstro pertencente à mitologia Celta. A criatura pode assumir várias formas, mas geralmente aparece na forma de um cavalo.
O kelpie galopa em torno da Irlanda, parecendo um pônei perdido, tentando enganar mulheres e crianças para que montem nele. Mas a coisa estranha sobre este pônei é que sua crina está sempre pingando água.
Se uma mulher montar no monstro, então ele correrá para a água, afogando sua vítima, e, em seguida, irá levá-la para sua toca para comê-la (sem maldade).
O demônio irlandês, às vezes, se transforma em um homem bonito para atrair mulheres para sua armadilha, mas um sinal de que ele é um kelpie é que “o homem” possui algas em seu cabelo.

CARMAN

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Carman é a deusa celta de magia negra. Esta bruxa destrutiva passeava com seus três filhos do mal: Dub (“escuridão” em irlandês), Dother (“mal”) e Dain (“violência”), destruindo qualquer coisa ou qualquer um em seu caminho.
Carman colocou uma praga nas culturas da Irlanda e aterrorizou os irlandeses até o Tuatha De Danann, os “povos da deusa Danu”, usarem sua magia para lutar, derrotá-la, e levar seus filhos através do mar.

SLUAGH

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Embora eles não sejam “demônios”, Sluagh são criaturas assustadoras que caçam almas. De acordo com o folclore irlandês, Sluagh são pecadores mortos que voltam como espíritos maliciosos.
Esses espíritos vêm do oeste, voando em grupos, como bandos de pássaros, e tentam entrar em uma casa onde alguém está morrendo, para tirar a alma da pessoa.
Algumas famílias irlandesas mantinham as suas janelas que ficavam voltadas para oeste fechadas em todos os momentos para manter o Sluagh fora de suas casas.
Alguns dizem que o Sluagh é a versão irlandesa do Wild Hunt, um conto popular europeu sobre cães fantasmas ou espíritos que viajam por aí em bandos, predizendo mortes e desastres.

BANSHEE

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Uma criatura irlandesa famosa que alguns dizem que forma equipe com o Dullahan, é o Banshee. Essa você já deve ter ouvido falar de algum livro ou como um inimigo para enfrentar em jogos de rpg/mmo.
O Banshee é um espírito feminino cujo lamento, se ouvido saindo de uma casa, prediz a morte de um dos seus habitantes.
Várias versões da lenda do Banshee dizem que o temido fantasma andava ao lado do Dullahan em uma carruagem preta puxada por seis cavalos negros. O par é dito chicotear os cavalos com uma coluna espinhal humana. Entretanto, a maioria das lendas nos fazem acreditar que o Banshee sozinho já era aterrorizante o suficiente.

DULLAHAN

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Outro monstro lendário irlandês é o Dullahan, um nome que pode ser traduzido como “homem negro”.
Muitas vezes retratado na ficção e em jogos de videogame contemporâneos, este mensageiro da morte é a versão irlandesa do cavaleiro sem cabeça.
O Dullahan é um cavaleiro sem cabeça que monta um cavalo negro com olhos flamejantes, carregando a cabeça embaixo do braço. Quando ele para de cavalgar, um ser humano morre.
Algumas versões dessa lenda contam que o Dullahan joga baldes de sangue em pessoas por quem ele passa, enquanto outros dizem que ele simplesmente chama o nome da pessoa que vai morrer em breve.
Tal como acontece com a maioria das forças do mal, o Dullahan possui uma fraqueza — o ouro.
A criatura possui um medo irracional da substância, por isso para qualquer viajante solitário que vaga durante a noite, seria aconselhável carregar algum ouro consigo no caso de ter um encontro com este monstro. A menos que você more no Brasil, ai é uma péssima ideia — por motivos óbvios.

DEARG-DUE

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Dearg-Due, um nome irlandês que significa “sugador de sangue vermelho”, é um demônio feminino que seduz os homens e, em seguida, drena o seu sangue.
De acordo com a lenda celta, uma mulher irlandesa que era conhecida em todo o país por sua beleza, se apaixonou por um camponês local, o que era inaceitável para o pai dela. O pai forçou-a a um casamento arranjado com um homem rico, que a tratava muito mal, e, eventualmente, ela cometeu suicídio.
Ela foi enterrada perto da árvore de Strongbow em Waterford, e uma noite, ela se levantou de seu túmulo para se vingar de seu pai e marido, sugando o sangue deles, até que caíram mortos.
Agora conhecida como Dearg-due, a vampira surge uma vez por ano, usando sua beleza para seduzir os homens para a morte.
Não se preocupe — existe uma maneira de derrotar o Dearg-due. Para impedir que a morta-viva emerja da sua sepultura, simplesmente construa uma pilha de pedras sobre seu túmulo. Não, a pilha não vai matá-la, mas pelo menos você vai impedi-la de atacar até o próximo ano!

BALOR

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Balor é o deus demoníaco da morte na mitologia celta. Ostentando um olho só e uma perna gigantesca, a criatura do mal era o rei dos Fomori, demônios que viviam nas profundezas escuras de lagos e mares.
Balor pode matar alguém só de olhar para a pessoa com seu olho maligno, então ele o mantém fechado a maior parte do tempo, de modo a não ficar tropeçando constantemente em cadáveres.
O deus da morte fornecia ao seu Fomori as vítimas, mas a raça do mal foi deixada à própria sorte quando Balor foi morto por seu filho Lug, que atirou nele com um estilingue.

BESTA LADRADOR

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Outra criatura Celta maligna que se assemelha à uma quimera é Besta ladrador, um monstro com a cabeça de uma cobra, o corpo de um leopardo, a parte traseira de um leão e os cascos de um cervo. Segundos as lendas, ela seria o resultado da união de uma princesa com um demônio.
O lamento constante da besta é dito soar como 30 cães ladrando (daí o motivo de seu nome). A Besta ladrador, conhecida por ser rápida, foi perseguida por muitos cavaleiros, e na mitologia Celta foi perseguida pelo rei Pellinore, um personagem Arturiano.
Esta besta aparece não só nas lendas do Rei Arhtur, mas também no conto épico de Edmund Spenser “A rainha das fadas”, que, em parte, aborda o relacionamento conturbado entre Inglaterra e Irlanda, no século 16.

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