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Como é o inferno segundo diferentes culturas?

Inferno é um termo usado por diferentes religiões, mitologias e filosofias, representando a morada dos mortos, ou lugar de grande sofrimento e de condenação. Algumas pessoas não aceitam muito bem essa ideia, mas de qualquer maneira, como não dá para saber se o “inferno” realmente é um lugar existente ou não, o que nos resta é analisar algumas culturas e o que elas dizem sobre esse tema.

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Como é o Inferno segundo diferentes culturas? Vem ver!

Xibalbá

1

Esse é o nome do inferno para a Mitologia Maia. A palavra vem de Quiche Xibalbá, que significa “escondido”. É o reino subterrâneo onde regem as divindades Hun-Camé (doença) e Vucub-Camé (morte).

No Popol Vuh (livro documental da cultura maia) o mito dos gêmeos Hunahpú e Ixbalanqué é contado. No século XVI acreditava-se que Xilbabá era um lugar físico, por isso existe uma entrada numa caverna, perto da comunidade de Alta Verapaz y Cobán, na Guatemala.

Não se trata exatamente de um inferno mas, sim, um submundo, que é representado, como dissemos anteriormente, por doença e morte. para que se possa entrar existem escada muito íngremes, que conduzem a um rio, que corre ao longo de ravinas.

Após um longo caminho se chega a um cruzamento de quatro vias: vermelho, branco, amarelo e preto, sendo que esse último leva a Xibalbá.

Ali existem cinco casas: Casa Escura, onde só existem trevas; Casa do Frio, onde o vento sopra insuportável eternamente; Casa dos Jaguares, abarrotada desses animais; Casa dos Morcegos, onde há milhares deles voando, gritando incessantemente; e, a Casa das Facas, na qual só existem facas extremamente afiadas. Em outras partes do Popol Vuh fala-se de uma sexta casa, Casa do calor, onde só havia brasa e chamas.

Geena

2

É o inferno judeu, talvez por isso mais conhecido pelos cristãos. Como é um inferno judaico, aqui as almas ímpias são purificadas e ficam por volta de um ano, embora algumas, de tão ruins, permanecem pela eternidade.

O nome é derivado de um vale perto de Jerusalém (Ge Hinnom Valley), que serviu de metáfora para a entrada do mundo de punição. Anteriormente os seguidores do Deus Moloque sacrificavam as crianças em piras funerárias, desde então ficou a imagem de que é um lugar profundo e desolado, no qual as chamas queimam eternamente.

Duat

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Esse é o lugar para onde os mortos egípcios iriam. Nos Antigo Texto dos Sarcófagos, Duat está descrito como um lugar governado por Osíris, o Deus dos Mortos. Neste livro há um mapa com a rota a ser feita por Duat.

Trata-se de um lugar semelhante à Terra mas, com um lado de fogo e paredes de ferro. Ao se aproximar de Duat, as almas deveriam passar pelas portas vigiadas por criaturas aterrorizantes, metade humanas, metade bestas, com nomes de “bebedores de sangue que vem do matadouro”.

Depois de atravessar as portas, o coração dos mortos é comparado com o peso de uma pena, se for mais pesado ele será devorado pelo demônio Ammut e em seguida deverá enfrentar a justiça e sofrer grande tortura.

Tuonela

4

De acordo com a Mitologia Finlandesa, Tuonela é o reino dos mortos, da mesma forma que Hades é o reino dos mortos na Mitologia Grega. É praticamente a continuação da vida na Terra porém, sombrio.

Aqueles que vão para Tuonela devem levar alguns aparelhos para sua sobrevivência, inclusive se permite visitação a parentes que ali estão, o problema é que, por vezes, a viagem até lá é mortal.

A pessoa (viva) deveria atravessar o rio Tuoni e pedir ajuda a Donzela da Morte, Tuonen Tyttö que, assim como Caronte, serve de guia até a pessoa falecida.

Este rio está cheio de cobras venenosas, mas em Tuonela não é aplicado qualquer castigo. É simplesmente um lugar para onde os mortos vão.

Naraka

5

Se trata de um inferno Budista. Muitas pessoas acreditam que no Busdismo não há inferno, pois essa religião prega a reencarnação porém, essa não é uma verdade. O Samsara é a “roda da vida”, se trata de uma ação contínua, por exemplo, podemos encontrar lugares nos quais as almas são limpas e purificadas, para que possam ascender à outros planos e reencarnações mais elevadas.

A partir daí, aqueles que conseguem quebrar as correntes dos desejos que, de acordo com essa doutrina, é a fonte de sofrimento humano, a pessoa será capaz de atingir o Nirvana, ou seja, um estado de felicidade plena. Voltando ao Samsara, todas as pessoas estão conectadas à ele, vivendo em movimento contínuo, vivendo dramas com momentos esporádicos de felicidade, vida após vida.

Assim, cada vida nova se adapta as novas circunstâncias, como fora determinada a cada pessoa no momento de sua reencarnação, também conhecido como Karma. Naraka é uma palavra da língua sânscrita, que significa submundo ou lugar do ser humano, sendo um lugar de sofrimento.

Esse é um dos seis reinos da existência de maior sofrimento da religião budista. nascer em um Naraka é consequência direta de um karma anterior, e ali você ficará até conseguir se “redimir” e então poderá reencarnar em um mundo mais elevado. Aqueles que vivem em Naraka vivem em estado absoluto de terror, angústia e desamparo. A representação do Naraka é feita através de cavernas subterrâneas abaixo da Yambu Dwipa, que se trata do mundo terreno.

Yomi

6

Se trata de um submundo da antiga religião japonesa, Shinto. Literalmente, significa “primavera amarela” ou “fonte de enxofre”. É retratado como um lugar escuro, subterrâneo, separado do mundo dos vivos por um rio, o que dá a sensação de contiguidade geográfica com a Terra.

Os mortos vivem lá e podem permanecer eternamente, apodrecendo, mesmo que não haja indícios de julgamento nele. Simplesmente quando morremos passamos para essa outra fase, de morar para sempre nas sombras, independentemente de nosso comportamento.

Como é o lugar dos mortos, está associado à decomposição e a poluição, que eles chama de Kegare (significa que se estamos em contato com algo ele, devemos nos purificar com água, o elemento da liberdade eterna). Depois da introdução do budismo no Japão, Yomi se tornou uma região de Naraka.

Casa das Mentiras

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É o inferno do Zoroastrismo, uma religião antiga que segue os ensinamentos do profeta Zaratustra (ou Zoroastro), entre os antigos iranianos. Existe uma polaridade de bem-mal representada por Ahura Mazda (o criador da vida, seguido por seus espíritos benéficos, ou anjos) e Angra Mainyu (um demônio destrutivo, que é seguido por daevas, espíritos demoníacos).

Depois da morte, a pessoa é conduzida por Daena (uma espécie de consciência personificada) até a ponte de Cinvat (ponte do julgamento) que é mais fina do que um fio de cabelo e mais cortante que uma espada. Se as más ações superam as boas, a ponte se inclina e a pessoa cai na Casa das Mentiras, lugar de tormento eterno.

É descrita como um lugar sujo, repugnante, onde as almas se alimentam de podridão e são torturados por causa de suas ações. Nessa religião não há o hábito de enterrar os mortos, nem na terra, nem no mar.

Isso acontece porque o corpo é considerado propriedade de Angra Mainyu, da mesma forma não podem ser incinerados porque são obra de Ahura Mazda, o bom. Sendo assim, são deixados nas chamadas “Torres de Silêncio”, para serem devoradas por animais.

Diyu

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O inferno Taoísta chinês, em seu início, não existia, pois não havia a ideia de “alma imaterial”. Porém, com o cruzamento de outras religiões, o Taoísmo acabou adotando uma ideia de inferno, que é habitado por inúmeras divindades e espíritos responsáveis por punir os mais diversos pecados, o que pode se tornar realmente assustador.

Diyu significa “reino da morte”, e literalmente significa “prisão terrena”, no qual os mortos pagam por seus pecados para que possam renovar seu espírito para a próxima reencarnação. Esse lugar é uma mistura de crenças tradicionais populares chinesas sobre vidas futuras e a ideia de Naraka, como foi mencionado acima.

É descrito como um labirinto gigante que fica debaixo da terra, em diferentes níveis. A quantidade níveis existentes varia com a interpretação, alguns dizem que há três ou quatro, enquanto outros alegam ter mais de dez níveis diferentes. Cada nível é responsável por diferentes tipos de expiação, bem como suas punições, que variam de acordo com o mau que fora praticado.

Existem lendas que falam de níveis nos quais as pessoas são serradas ao meio, decapitados, forçados a subir em árvores com espinhos e folhas cortantes, jogados em trincheiras, entre tantas outras coisas. Quando a expiação se concluí Meng Po (Senhora do Esquecimento) dá a alma uma poção que apagará todas as memórias, então ela será enviada de volta ao mundo terreno para sua próxima reencarnação.

Niflheim

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Este aqui vocês provavelmente conhecem… Nilflheim é o inferno de acordo com a Mitologia Nórdica, o reino da escuridão e trevas, que é cercado por uma névoa perpétua. Nele reside o dragão Nidhogg, que se alimenta dos mortos. Niflheim é o mais profundo e escuro dos nove mundos da Mitologia Nórdica.

Alguns afirmam que a Terra foi criada quando o gelo de Niflheim e o fogo de Muspelheim (reino onde habitam os gigantes de fogo e seu mestre, Surtr) se colidiram. Aqui, também, vivem os ímpios, e é a âncora da “árvore do mundo”, Yggdrasill, que é o que mantém o universo em equilíbrio.

Dizem que na parte mais obscura do gelo de Niflheim, conhecido como Hellheim, reina a Deusa Hela com seu cão Garm, quem a leva as almas e as mantém em constante dor e tortura.

Se ficou curioso quanto aos nove mundos da Mitologia Nórdica, dá uma olhadinha aqui!

Bom, mesmo depois de ver tantos conceitos, ainda acho que o inferno é aqui… e vocês?

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