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Como a Premier League se tornou a liga de futebol mais vista do mundo?

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Fonte: Unsplash
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Os fãs de futebol que assistirem vídeos do futebol inglês dos anos 80 ficarão surpresos se não estiverem acostumados. Se hoje a Premier League é uma liga de gramados impecáveis, jogadores de dezenas de países e um futebol moderno, dinâmico e plástico em alguns momentos, a liga inglesa antes da criação da Premier League era um show de chuveirinhos, gramados lamacentos e britânicos duelando pela bola beirando a violência.

Esse processo de algumas décadas é um case de sucesso que vale a pena ser examinado e transformou o futebol na terra da rainha no mais popular que existe no mundo, com espaço nas televisões, celulares e também por toda a internet.

Os sites de apostas como o Sportsbet.io dão grande destaque para a Premier League, com todos os jogos abrindo mercados e tipos de apostas muito variados.

A lista vai além de quem irá vencer os jogos para quem marcará os gols, número de escanteios, quem terá mais posse de bola, resultado no intervalo e muitas outras coisas.

Dá para apontar apenas uma razão para essa transformação? Se é possível colocar a principal, essa seria a formação de uma liga.

A Premier League mudou tudo

O controle do futebol pelos clubes que entram em campo e não por uma instituição superior (como acontece com o Brasileirão e a CBF) foi muito benéfico para o futebol inglês. A negociação sem intermediários com as emissoras de televisão para a venda dos direitos se provou um sucesso, com os valores passando de milhões de libras para bilhões nos contratos mais recentes.

Por ser uma liga de iguais, a divisão do dinheiro também se tornou mais justa, sendo um modelo para o resto do mundo do futebol até hoje. Essa divisão obedece diversos critérios, não só de torcida e retorno, mas também o desempenho esportivo. Metade do dinheiro vai para os clubes de forma igual, não importando se é o Manchester United e sua enorme torcida, o Manchester City campeão ou o Burnley.

A diversificação na venda desses direitos também possibilitou a chegada em mercados consumidores novos e enormes, como os Estados Unidos, Ásia (China e Japão) e Oriente Médio.

Com mais dinheiro pode-se investir em infraestrutura e especialmente em capital humano.

Abertura para o mundo

Se o futebol britânico era, com o perdão da expressão, ilhado, isso mudou nas últimas três décadas. Os jogadores estrangeiros aos poucos foram trazendo seu conhecimento e visão diferente de futebol. Se em 2000 era difícil ter um jogador brasileiro nos times ingleses, com uma concentração muito maior na Itália e Espanha, por exemplo, hoje os principais clubes têm pelo menos dois ou três.

  • Liverpool: Alisson, Fabinho, Roberto Firmino e Thiago Alcântara (naturalizado espanhol)
  • Manchester City: Ederson, Gabriel Jesus, Fernandinho
  • Manchester United: Fred e Alex Telles
  • Chelsea: Thiago Silva, Jorginho (naturalizado italiano)

Mas em tempos recentes outras chegadas fizeram toda a diferença para a modernização do futebol inglês, que passou de ter uma dominância do contra-ataque e jogo aéreo para um futebol mais balanceado e de posse de bola.

Hoje é até difícil ver um treinador inglês à beira do gramado na Premier League. Os últimos campeões da liga foram Pep Guardiola (Espanha), Jurgen Klopp (Alemanha), Antonio Conte (Itália), Claudio Ranieri (Itália), José Mourinho (Portugal) e o chileno Manuel Pellegrini. É preciso voltar a 2012/13 para ver o escocês Alex Ferguson e a 1994/95 com o também escocês Kenny Dalglish para ver os únicos britânicos campeões da Premier League como treinadores. É isso mesmo: nunca um inglês foi campeão como treinador da Premier League.

O último treinador inglês campeão na Inglaterra foi Howard Wilkinson pelo Leeds United em 1991/92.

Por isso a seleção inglesa teve tantos treinadores estrangeiros nos últimos anos e Gareth Southgate, mesmo criticado, é um novo nome que tem referências notáveis dessa influência externa.

Dos 20 clubes da Premier League apenas cinco são ingleses: Sean Dyche (Burnley), Graham Potter (Brighton and Hove), Dean Smith (Norwich), Eddie Howe (Newcastle) e Steven Gerrard (Aston Villa). Há ainda o norte-irlandês Brendan Rogers (Leicester) e o escocês David Moyes (West Ham).

Essa abertura foi muito positiva para a Premier League, melhorando o futebol apresentado, a qualidade dos jogadores e do produto, inclusive gerando um período de dominância na Europa. Nos últimos três anos, foram duas finais inglesas de Champions League: Liverpool x Tottenham em 2019 e Manchester City x Chelsea em 2021.

Tudo isso ajuda a explicar porque a Premier League é a liga mais vista do mundo e deve continuar assim por um bom tempo.

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