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Cientistas descobriram que os polvos podem tomar decisões com os braços

19 ago, 2019
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A evolução dos polvos não se parece com a de nenhum outro animal da Terra, muitas pessoas são fascinadas por eles, e chegam até a acreditar na teoria de que eles são alienígenas.

Só que através deste estudo, as coisas ficam ainda mais estranhas: os polvos não precisam de um cérebro para tomar suas decisões, eles tem seus braços para fazer isso por ele.

Pesquisadores da Universidade de Washington, nos EUA, descobriram que cerca de dois terços dos neurônios dos polvos são espalhados por seus corpos, fazendo com que os tentáculos consigam tomar decisões sem passar pelo cérebro.

O estudo

Os cientistas estudaram polvos-gigantes-do-Pacífico (Enteroctopus dofleini) e polvos-vermelhos (Octopus rubescens), nativos do Oceano Pacífico Norte.

Esses animais não possuem um sistema nervoso centralizado e são 500 milhões de neurônios no total, sendo que cerca de 350 milhões ficam ao longo dos braços em “grupos” chamados de gânglios.

Os testes

Para testar como seria a reação dos polvos neuralmente, os pesquisadores deram vários objetos aos animais, como LEGOs e labirintos com comida dentro. Em seguida, gravaram os movimentos para acompanhar a reação dos animais e registrar suas informações neurais, com o objetivo de descobrir como a informação fluia através do sistema nervoso.
Por exemplo, se fosse em sincronia, isso sugeria controle centralizado. Se um braço se movesse sozinho, isso sugeria uma tomada de decisão independente.

A conclusão

Os pesquisadores concluíram que, quando os braços de um polvo recebem informações do ambiente, os neurônios podem processá-las e executar uma ação sem que o cérebro precise fazer qualquer coisa.

“Os braços do polvo têm um anel neural que contorna o cérebro, e assim podem enviar informações um ao outro sem que o cérebro esteja ciente disso. Então, enquanto o cérebro não tem certeza de onde os braços estão no espaço, os braços sabem onde estão uns aos outros e isso permite que se coordenem durante ações como locomoção rastejante”, explicou o neurocientista comportamental Dominic Sivitilli, da Universidade de Washington.

“É um modelo alternativo para inteligência”, complementou Sivitilli. “Nos dá uma compreensão sobre a diversidade da cognição no mundo e, talvez, no universo”.

Via Science Alert.

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