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Brasileiro cria sistema de comunicação com pessoas em coma

25 out, 2018
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O jovem cientista brasileiro Luiz Fernando da Silva Borges, de apenas 20 anos, criou dentro de seu quarto em Aquidauana, interior do Mato Grosso do Sul, um computador capaz de “ler a mente” das pessoas.

O computador quando conectado ao cérebro de pacientes em coma, consegue detectar e traduzir sinais para que a pessoa possa se comunicar.

 

Na adolescência, Borges criou um novo método de controle de próteses. Seu sistema visava para recuperar a sensibilidade tátil de pessoas que perderam o antebraço. Sua prótese venceu o prêmio da Intel em 2016.

No ano seguinte, o jovem apresentou o projeto Hermes Braindeck. “Existe uma técnica que mostra que pessoas em coma podem se comunicar, mas até hoje não existia uma tecnologia portátil para isso”, afirma.

Como funciona?

O paciente usará uma touca com vários fios conectados a sensores e um fone de ouvido para receber instruções. Pede-se ao paciente para imaginar o movimento da mão direita e o da mão esquerda. Cada pensamento ativa uma parte diferente do cérebro. A máquina de Borges traduz esses padrões em respostas positivas (sim) ou negativas (não). Dessa forma, o paciente consegue responder perguntas dos médicos e dos familiares.

Em testes com pessoas saudáveis, seu sistema teve 80% de precisão em reconhecer os dois padrões de resposta. Borges testou o Hermes Braindeck em 50 voluntários.

Até o fim deste ano, o jovem espera poder testar o aparelho portátil em pacientes da Santa Casa de Campo Grande com ajuda de profissionais da Universidade Católica Dom Bosco, no Mato Grosso do Sul.

“Quero que pessoas irresponsivas possam ter a dignidade de se comunidade ou de ter suas últimas palavras. Têm histórias de pessoas, que, mesmo conscientes, não conseguiram se despedir dos familiares”, diz Borges. “É uma questão de humanidade.”

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