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Atirador no asilo, essa é boa.

Ocorreu em Carthage (Carolina do Norte, EUA) o fato que mais me intrigou essa semana, e olha que aconteceu muita coisa bizarra. Um atirador que ainda não foi identificado entrou em um asilo e matou oito pessoas, entre elas uma enfermeira.

Nossa, oito pessoas, entre elas uma enfermeira, quer dizer então que ele meteu bala em sete velhinhos moribundos? Quando uma coisa desse tipo acontece, eu fico tentando imaginar o que pode ter passado na cabeça da pessoa para que ela possa fazer algo tão idiota. Acho que todos tentamos achar a razão onde não há.

Então, só como um exercício mental, somos condicionados a nos por no lugar da pessoa, e, com nossa integridade e consciencia, tentar explicar algo que não pode ser explicado. Mas obviamente isso é algo falho, só fazemos isso para que possamos acalmar nosso estado de espírito, tentar por algo humano em uma monstruosidade.

Calvície não é espaço para mira a laser (Desenho: Thiago Thomé)

Calvície não é espaço para mira a laser (Desenho: Thiago Thomé)

Para alguém ter algo contra idosos a ponto de entrar em um local onde eles vão, convenhamos, para morrer, e então, matá-los, me parece meio irracional. É como chutar uma bola quando ela chega na ladeira. Rapaz, ela já ia rolar do mesmo jeito, não precisava chutar. O assassino, por isso, é um meio assassino, é meio medroso, meio corajoso, não é nada por completo.

Mas a enfermeira aconteceu de estar no meio da trajetória da bala. Ah, detalhe: a clínica tratava de idosos com Alzheimer. Fazer um toró mentar (brainstorm de caipira) sobre as coisas que supostamente a vó dele pode ter esquecido para que ele tenha a capacidade de matá-la está fora de questão. Bom, vou anotar aqui: ”Nunca esquecer do mingau do meu neto.”

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