5 maio

Verso do Inverso ganha um selo

Pessimismo

O Verso do Inverso ganhou um selo, sendo indicado pelo Blog Cara de Pau.

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As regras do selo são:

1. A pessoa que receber o selo deve indicar o outro blog (que não seja o blog que acabou de indicá-lo).

2. Se o blog indicado já tiver recebido o selo, ele deve indicar outro blog do mesmo jeito.

3. Não viole o selo (mudar cor, endereço ou nome do mesmo).

Sendo assim, o blog que eu indico para o selo é:

Quem que dorme

1. A pessoa que receber o selo deve indicar o outro blog (que não seja o blog que acabou de indicá-lo).

Meu Indicado é:

O Verso do Inverso

Blog de um cara que apoiou bastante meu blog. Visitem.

2. Se o blog indicado já tiver recebido o selo, ele deve indicar outro blog do mesmo jeito.
3. Não viole o selo (mudar cor, endereço ou nome do mesmo).

5 maio

Não damos valor a tecnologia

Pessimismo

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Você já parou para pensar em quão necessitados a gente está de que a tecnologia esteja presente em nossas vidas? Mas a gente fica tão imerso nesse mundo fascinante que a gente simplesmente esquece de ficar fascinado. Como isso é possível? Sim, a gente tá em um contato tão constante com a tecnologia que ela se torna uma coisa banal, e por isso vou pegar esse espaço para lembrar a vocês tudo o que a gente deixa passar.

1 – Telefone antigo / Telefone sem fio

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Antes para discar para uma pessoa, você tinha que estar com muita vontade de falar com ela, visto que você teria que sentar para falar, e não poderia continuar fazendo o que estava fazendo.

Você odiava uma pessoa proporcionalmente ao número de zeros ( 0 ) que ela tinha no telefone. Era extremamente irritante ter que girar a roda completamente, isso quando não você tinha que fazer uma força demasiada e quase quebrava o disquinho.

De dois em dois dias você era compelido a desenrolar o fio do telefone. Você segurava a ponta do fio e deixava o telefone girar dentro do seu eixo até desenrolar completamente. Quando ele passava do ponto e começava a enrolar novamente, teria que repetir o ciclo novamente. Você demorava horas nessa atividade perturbadora.

2 – Carta / E-mail

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Uma carta era sinal de que você realmente se importava com a pessoa, porque o trabalho de sentar, escrever, por no envelope, ir até o correio, ficar na fila pra enviar, era a maior prova de comprometimento que existia.

Você esperava semanas e até meses para receber a resposta de uma carta, hoje você fica puto quando uma pessoa deixa de ver o email de trinta em trinta minutos, afinal, nesse tempo moderno, quem não fica checando os emails?

Você estocava suas cartas em uma caixa de sapato e aquilo era o bem mais precioso que você possuia, hoje você só recebe corrente pelo email e faz contato profissional. Que triste.

3 – Disquete / Bluetooth

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Ao passar um arquivo por bluetooth, se ele demora mais de 5 segundos, você perde a boa vontade, sendo que antes para transferir qualquer coisa entre dois aparelhos era preciso uma disposição infinita.

Quando você procura pelo bluetooth do seu amigo ao passar um arquivo e o nome não aparece na lista de imediato, você o menospreza por não ter um celular decente.

O disquete não cabe no seu bolso, é estéticamente feio e tem um cabeçote de aluminio que teimava em abrir sempre que você brincava de jogar pra lá e pra cá.

4 – Trem / Avião

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Você odeia esperar quarenta minutos para embarcar, sendo que com trem a demora era incrivelmente maior para a espera e maior ainda para a viagem.

Quando você não pode usar a internet do seu notebook no avião, você considera uma grande palhaçada. Calma, você está no céu, voando.

Ao assistir qualquer pouso ou decolagem mal feito você julga o piloto na hora, acha ele um grande merda. Rapaz, ele está pilotando um pedaço enorme de ferro e ainda o faz voar. Dê a ele um pouco de crédito.

5 – Rede com fio / Rede sem fio

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Quando a sua internet sem fio perde o sinal você tira da tomada e põe denovo, clica em “Reparar”, liga pra assistência, etc. Meu amigo, você já parou pra pensar que você pega a internet do ar? DO AR? Dê um tempo pra ela se ajeitar.

Você não se contenta com o sinal “Muito Bom” e fica mudando de lugar toda hora pra ver se volta pra “Ótimo”. Mas isso é realmente necessário? Você não vai fazer um download de um módulo nuclear da Nasa, amigo, acalme-se.

Você não frequenta mais shoppings que não tenha Wi-Fi. Mesmo não usando, você acha que um lugar tão desatualizado não merece sua presença.

Enfim, essas constatações são uma parcela muito pequena de tudo que a gente não dá o valor merecido. A sociedade evoluiu, mas não nos damos conta disso. Tudo isso que foi falado aqui não aconteceu no século passado, aconteceu faz pouquíssimo tempo, e as vezes é muito bom a gente parar e pensar um pouco porque tanta pressa? E porque a gente não se contenta com nada? Slow down!

4 maio

No Caribe? Só se for no filme.

Pessimismo

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Quando, num futuro distante, a palavra pirata retornar ao cenário mundial, o mundo será diferente. Andaremos em carros flutuantes, à moda Jetsons, teremos ciborgues para fazer nossos deveres e arranjar nossas confusões, as guerras serão curtas e eficientes, já que o uso de armamentos químicos, nucleares e biológicos será universal. Porém, como eu disse, quando “pirata” estiver novamente nos noticiários, uma coisa não terá mudado: a reação de quem vir. Imagino que um jovem do ano de 2565 (contagem gregoriana), do mesmo jeito que eu, dirá “O QUE?! PIRATAS?! Esse mundo tá perdido”.

Vamos ser sinceros. Todos vocês, como nós de O Verso do Inverso, ficamos pasmos quando o primeiro navio foi capturado alí na costa da Somália por PIRATAS. Não pela invasão em si (apesar de nos perguntarmos “como que um povo que não come tem 2 décadas tem força pra atacar um navio cargueiro?”), mas por eles serem PIRATAS. Eu jurava que essa turma tinha encerrado suas atividades lá pelos idos de 1700 ou 1800, na época de ouro das coisas estranhas, e hoje só viviam no nosso imaginário ou o Triângulo das Bermudas, bebendo rum como camelos.

Sério... Acha a Keira Knightley aí!
Sério... Acha a Keira Knightley aí!

Outro dia foi um cruzeiro que eles quase sequestraram. A situação é tão surreal que quem era passageiro no navio deve ter imaginado que o ataque fazia parte de um teatro realizado para, com uma pitadinha de sadismo, entretê-los. Nada, ataque mesmo. O capitão que foi ninja e conseguiu despistas os piratas. Mas o estrago já está feito. Se houver qualquer criança neste passeio, seu psicológico está abalado. Piratas não se parecem com Johnny Depp, Orlando Bloom ou, como eu mesmo prefiro, a deliciosa Keira Knightley, todos usando aquelas roupas de época, com chapeu, tapa olho, perna-de-pau e papagaio.

Acabaram com a nossa imagem!
Acabaram com a nossa imagem!

Sobra algo de bom nisso tudo? Não. As crianças perdem o sonho, os donos dos navios só se fodem, até mesmo os piratas saem perdendo. Ou você acha mesmo que quando eles entram no navio e dizem “Somos piratas” alguem acredita? Eu ia morrer de rir.

2 maio

Saúde, esporte e a economia mundial.

Pessimismo

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Como diria “Sêo” Manoel, O Caipira: E aí que a porca torce o rabo. Nesse fim de semana prolongado graças ao delicioso dia do trabalho, os meios de comunicação foram e ainda serão varridos por notícias sobre a Gripe Suína e a economía mundial. Mas quer saber? Ninguem está nem aí pra tudo isso. O que o Dionisclaysson, Motoboy, quer saber de verdade é se Ronaldo (O “Femônemo”) jogará contra o Santos e vai mandar a bola (nem as dele, nem as da “menina” que ele conheceu) para as redes no domingo próximo.

Quem fez o ensino fundamental e tinha um mínimo de educação pela professora de história (creio que 1,73% da população, se muito) deve se lembrar que, durante a época do Império Romano, foi muito utilizada uma manobra política conhecida como “Pão e Circo”, que consistia em distribuir pães às multidões presentes nos espetáculos de arena, onde eram apresentadas batalhas até a morte entre gladiadores, animais exóticos e cristãos cantantes sendo entregue à leões.

Agora, acompanhem comigo: Domingão, Maracanã lotado, oitenta mil pessoas presentes no maior estádio do mundo (o que é uma puta mentira, tem estádios na Índia muito maiores). Carlos, carioca da gema, 37 anos, casado e pai de 3 filhos. Ao mesmo tempo, em São Paulo, Jorge, paulistano daqueles chatos, só trabalha e nunca se diverte, também 37 anos e pai de dois (obviamente separado, já que, de tanto trabalhar, esquecia de cuidar da mulher. Ele esquecia, o vizinho não). Para ambos a grana está curta, o risco da demissão, a gripe suína se espalhando e matando uma galera. MAS, como num bom domingo, eles querem sinceramente que o mundo se foda, desde que seus times sejam campeões.

Leitores, Darwin (deveriam conhecer esse também) disse que a espécie evolui. Só concordo em partes. Mas juro que não me importo, desde que o Corinthians ganhe amanhã. E DA-LHE GORDÃO!